Eu os chamei de amigos

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A presente postagem provém de adversidades. Elas foram previamente descritas aqui, no começo de minhas explanações. Devo esclarecê-lo, porque este era um post direcionado para certas pessoas, embora possa se aplicar a todos nós em certos aspectos, se parecer plausível ao entendimento.

O que percebo é que se escrever de novo, escreverei para tentar resolver algo que não está sendo solucionado por meio de palavras, pelo menos não as minhas. Para aqueles que ainda visitam este blog, não quero que estas palavras venham como amargas, porém não serão doces também. Sou e serei tentada a voltar e eventualmente escrever de novo a meu “amigo anônimo”, que esteve sempre acompanhado de outras pessoas anônimas não tão amigáveis (tanto por telefone quanto pela Internet). Mas, então, veja, somos a Resistência quando queremos mudanças. E posso apenas modificar minha própria vida agora (e olhe lá), não a de outros, porque não sou os outros. Estou escrevendo para meus “amigos” anônimos para dizer que ainda os vejo. Que possamos permanecer bonitos e em paz.

Quanto a agora e quanto a esses companheiros, tenham em mente um prelúdio (acho que nele me tornei meu próprio personagem):

Eu os chamei de amigos

Um adeus é um compromisso de longo prazo que nem como remotamente certo reconheço. A quem possa interessar, a vocês, meus amigos, que compartilham comigo o mesmo mundo e atmosfera, a vocês eu digo “vejo-os na próxima carta, vejo vocês de novo enquanto se lembrarem de mim uma vez que me tenha ido.”

Meu pecado quase me matou, mas enquanto não havia sido condenada no fim, aqueles que eram meus amigos perseguiram-me e mataram partes da essência de dentro de mim. Ainda os chamei de amigos, pois acreditava que éramos todos parte de algum tipo de irmandade.

Não era o meu tempo final ainda. Meus amigos estavam se agarrando a pedras para jogá-las em mim, porque eu deveria ser tomada como a pior das pecadoras. Dizia-lhes

“Não, não é o tempo do meu fim ainda. Devo viver para contar-lhes a verdade. Sim, ouça, tenho um bom Mestre e vocês deveriam ouvir o que tenho a lhes dizer, pois sou a voz dos moribundos que morrem por dentro por causa de sua maldade. E vou gritar e vocês não vão me reconhecer. E vou ser teu fantasma até que vocês, como eu, sejam restaurados depois da dor e do arrependimento.

Até lá, devo ser a memória que vocês sentem. Não há adeus. Meus mais queridos amigos, saibam que os amei com um tipo de amor que não todos conhecem. Mas vocês me mataram uma vez. Agora sou sua recordação. Apreciem sua segunda chance.”

[Agora que finalmente me fui, o que vão fazer com o resto de suas vidas?

Apenas se lembrem de uma coisa. Se me odeiam, odeiam meu Mestre, contanto que eu esteja sob Seu comando.]

Agora, não sinto dor

Tenho medo, mas já sobrevivi antes

Sinta a vergonha. Sinta o pesar. Deixe que sare

Não vou julgar, pois meu Mestre não me julgou

Preste atenção em toda palavra que digo, sim

E me deixe ir quando devo

                                                                       como se a verdade houvesse me libertado

Espero que já tenha acontecido a você agora