Nora & Silício, no tapete de intenso azul da sala de estar de sempre

por M. S. Costa

Nora: ora, Silício. Pois se a oração primava por verbo, carecia de sentido, e o desavergonhado, de juízo. Mal podia conter-se em dizer obscuridades. Estarreci-me até, por fim, poder reconhecê-lo como meu irmão.

Silício: o que mais posso dizer a esse respeito senão que o sou eu e que formamos uma bela dupla, mesmo entre significados não raro ignorados.

N.: talvez devamos escrever uma outra peça dia desses. Com a bailarina, o perdigão e…

S.: os vira-latas da espetaria.

N.: Claro.

 

E de cachorros a figuras…

 

S.: que fizemos dos desenhos?

N.: demos a eles um destino desconhecido.

S.: quem sabe o que acontece nesses bosques secretos?

N: queiramos acreditar que as naves ali representadas ainda cheguem ao seu destino.

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