Estou apaixonada

por M. S. Costa

Precisava compartilhar isso com vocês.

Tenho blogs desde a adolescência, o que significa mesmo muito tempo. Bem, acontece que depois do primeiro século da história, passei a escrever mais após acontecimentos  amorosos. Isso significava: 1. vamos imaginar algo lindo para recomeçar e 2. vou começar a chorar à beça aqui a qualquer momento.

Comecei a ler as primeiras páginas disponíveis desse livro por acaso esses dias, mas não vou terminar por enquanto, porque está muito complicado o processo de envio lá do Hemisfério Norte pra cá, no meu momento. Ele se chama My Heroes Ask Wallflowers to Dance. Mas e daí? O que você tem a ver com isso? Explico já: consegui uns trechos pra transcrever aqui:

“Eles eram para ficar juntos e deveriam trazer filhos a este mundo, a despeito das potenciais dificuldades; dificuldades que nunca teriam imaginado naquele tempo.”

“They were meant for each other and they were supposed to bring children into this world, regardless of the potential difficulties; difficulties they never could have imagined at that time.”

Eles: os pais.

Justin: o filho que tinha Fibrose Cística e viria a falecer aos 19 anos:

“Eles posteriormente acreditaram que Deus amava Justin ainda mais que eles mesmos – incompreensível, mas a verdade – e Ele o enviou à Terra para ganhar um corpo, para ser provado e testado, para experimentar alegria, trazer alegria e finalmente retornar à Sua presença e ser coroado com a eterna recompensa da alegria, paz e felicidade. Eles acreditavam, como o ensinado em Coríntios: ‘Pois nossa leve tribulação, que é momentânea, produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação’ (2 Coríntios 4:17-8)”.

“They further believed that God loved Justin even more than they did – incomprehensible, yet true – and He sent him to earth to gain a body, to be tried and tested, to experience joy, to bring joy and finally to return to His presence to be crowned with an eternal reward of joy, peace and happiness. They believed, as taught in Corinthians ‘For our light affliction, which is but for a moment, worketh for us a far more exceeding and eternal weight of glory” (2 Corinthians 4:17-8).”

(Qual não foi a minha surpresa quando procurei o trecho de Coríntios e constatei que havia lido esse livro de Paulo há poucos dias e deixado aberta a Bíblia nessa mesma parte!)

A autora Jen explica que seu irmão Justin costumava chamar para dançar as pessoas que não gostavam de atrair a atenção, as wallflowers. Assim como saudade é uma palavra tão portuguesa, wallflower do inglês é… tão inglesa (e de difícil tradução). O dicionário reverso relaciona a tomar chá de cadeira, pessoa solitária, invisível – daí a tradução do nome daquele filme e livro para “As Vantagens de Ser Invisível”, por sinal bem legal a história. Olha esta definição (tradução livre): “um tipo que gosta de estar sozinho. aparentemente pessoas tímidas que ninguém realmente conhece. frequentemente algumas das pessoas mais interessantes se alguém de fato conversa com elas. gracioso”.

Enfim, vim aqui pra dizer que estou apaixonada, dentre tantas outras possibilidades, por um livro. Ou algo assim.

E olha estas flores:

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E, também, tem o post da Jaqueline sobre ser solteira. Com tantas pressões sociais, às vezes a gente até deixa de buscar ser inteiro primeiro para, então, poder estar com o outro, seja ele o nosso barbudo ou nosso Frankenstein. Os príncipes podem ter várias facetas interessantes.

E tem um poema bem legal da Tanya Davis sobre estar só que acabei de me lembrar:

 

Bem, depois trarei mais novidades sobre mim o mundo.

Até.

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