Too late now

por M. S. Costa

I am good at what substantially does not exist. And, hey, this is a fast-paced world, isn’t it? Some want to be proud of their deeds. I see those people as they pass me by. I am proud of those who still live. I should be proud of myself, I guess, for I am alive.

In a certain morning, I came from the outer space and I was wearing a very big invisible astronaut suit. I am telling you, I created the unknown. (So that my bursting mind quieted.) In another morning, I was in troubled waters for a while again.

There is a fragile line connecting us to reality when the truth is veiled. There is no one here when that is the case. I am no one but a cloud. If like a raindrop I fell and crashed with their window, I would delicately tell them that they all lie. What has become of my humanity right now?

 

Let burn

Burn it down

A soft rain came down

And washed the ashes away

This can’t be it

Don’t let me say

It’s too late now

No

 

***

Sou boa no que substancialmente não existe. E, ei, este é um mundo em ritmo acelerado, não é? Alguns querem estar orgulhosos de seus feitos. Vejo aquelas pessoas enquanto passam por mim. Tenho orgulho daquelas que ainda vivem. Eu deveria estar orgulhosa de mim mesma, eu acho, pois estou viva.

Numa manhã, venho do espaço sideral e uso uma indumentária muito grande de astronauta. Estou dizendo, crio o desconhecido. (Para que minha mente inflada aquiete-se.) Em outra manhã, estou em águas intranquilas novamente.

Há uma linha frágil conectando-nos à realidade quando a verdade está encoberta. Não há ninguém aqui quando esse é o caso. Não sou ninguém, sou uma nuvem. Se, como um pingo de chuva, eu caísse e fosse de encontro com suas janelas, diria delicadamente a eles que todos mentem. No que se transformou a minha humanidade agora?

 

Deixe queimar

Incendiar

Uma suave chuva cai

E leva as cinzas

Não pode ser

Não me deixe dizer

Que é tarde demais

Não

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