Passagens

por M. S. Costa

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Este é um pedaço de poema citado no livro Letters of J. B. Yeats:

 

‘E nos olhos dela eu encontro

Uma maravilha, ou um maravilhoso milagre,

A sombra de mim mesmo formada em seu olho;

 

Protesto que eu nunca me tenha amado,

Até agora, ali fixado, a contemplar a mim mesmo

Desenhado na tábula lisonjeira de seu olho.’

 

(King John, Act II, Sc. I., de Shakespeare)

 

434_10201417426341601_1083197127_nTenho lido esse livro desde… deixe-me ver… desde o final de 2013. E tinha, na verdade, me esquecido dele até uma amiga ver esta foto aqui ao lado e dizer algo como “você leu Yeats???” e eu dizer bem assim: “oh, tinha esse livro de poemas de Yeats Filho que li, mas não terminei de ler os escritos de Yeats Pai.”

Os Yeats eram uma família irlandesa. A mãe morreu, o pai migrou para os Estados Unidos e ele enviava cartas, a maioria para sua filha e seu filho, na Irlanda. Por meio do poema acima, ele explica como o amor pode ser para um casal de artistas, um encontrando a si mesmo no outro.

Acho que vou só manter a leitura daquelas passagens de vez em quando, como normalmente o faço com livros de poesia (embora normalmente não demore dois anos para lê-los). Você pode sempre encontrar algo novo sem a necessidade de constantemente espreitar as páginas.

 

“(…) Ele [Powell] se voltava para aqueles que gostavam dele, como um tímido garoto ou garota que, em um mundo de estranhos, olha ao redor em busca de rostos amigáveis (…).”

“A arte é um homem solitário, o homem como ele é por trás de seu mais íntimo, o extremo que oculta.”

“A macieira foi feita livre.” < Esta pode ser considerada em termos do Jardim do Éden, já que, no contexto, estava ligada a um sermão que o pai de Yeats Pai havia dado em um sonho que este tivera. Fosse a macieira uma “árvore do conhecimento” do bem ou do mal, ainda assim havia sido feita para ser livre.

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