Recados afetuosos que pudesse transmitir

por M. S. Costa

Quando eu era criança, achava um máximo que as pessoas pudessem ser astronautas, porque elas podiam ir para o infinito e além. O mar aqui da Terra é algo parecido com isso, dá uma sensação de que tem essa coisa desconhecida lá fora e que você tem que ir averiguar por precaução. Mas perto mesmo do Universo, às vezes, se é possível chegar com as pessoas. Tem algo mais intrigante do que seres humanos? Provavelmente, sim. Mas, às vezes, parece que não.

Acho que seria daquelas a escrever (porque falar, não, obrigada) aquele recadinho do coração neste sentido mais ou menos:

“Amanhã completaremos oficialmente alguns anos de nossa relação. Chame-a como quiser. Mas, se você concordar, pode ser amanhã.

Com você, eu fui a alguns outros planetas sem sair de casa. Pra você ver, para uma pretensa amante dos astros, raramente vou lá fora, exceto para resolver urgências da vida de adulto. Quando, novamente, nós nos encontrarmos, espero não nos aborrecermos. Acho o tempo sempre minguado. E acho que você fica bem de livro de fantasia na mão, gesticulando nervosamente e falando seriamente a respeito do enredo quase todo. E, certo, agora eu não vou fazer outro comentário de A História Sem Fim de novo, eu não vou.

Segue pelo caminho que quiser depois de amanhã. Mas, amanhã, vai ter aquela filmagem daquela cena daquele filme da nossa vida que, tipo, Fênix ressurge das cinzas e vai ficar tudo bem. E, depois, a gente se despede. Alguns filmes acabam assim também.

Nessa brincadeira de sumir e aparecer, a parte leniente é que você sabe que a pessoa ainda existe, a despeito do susto de seu desaparecimento. Mas a verdade é que não gosto do barulho que faz tudo isso aqui neste recinto planetário em que me encontro agora. No entanto, esta não é uma boa ocasião para falar sobre isso, porque isto era para ser o recadinho fofo do coração que eu deveria saber finalizar fofamente agora.

Bem…”

Mas do que se trata esse post, afinal? Gente, aqui no Word está intitulado Unimportant Stuff, mas eu acho que era para ser sobre recados afetuosos que pudesse transmitir. Tipo isso.

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