Momento introspectivo e impressões diversas sobre a jornada sem muita alegoria, pra variar (ei, isso era pra ser um título!)

por M. S. Costa

Esta era uma parte da estrada e ela estava em movimento, por causa da máquina mágica:

Journey

Eu sempre quis estar aqui, desde a primeira vez. Aquela. Quando criança. Achava que toda gente cabia ali, porque via todo tipo de pessoa. As caladas, as loucamente barulhentas, as súbitas, as delicadas, as emburradas, as do rock, as vegetarianas, as evangélicas, as moderníssimas, as simples, as brancas, as pardas como eu, as do livro na mão, os do hard work, todo estilo, aquelas só tresnoitadas mesmo, etc, etc, etc. Quando era pequena, viajava com meus pais e devia usar o transporte público, achava que aquela diversidade ali era interessante. Acho ainda. Assim é São Paulo. Você faz uma visita à diversidade e, por um momento, até se esquece do outro lado, das superlotações e de todas as notícias sobre violência que até quem não mora lá acaba sabendo pelo noticiário nacional.

Além das bicicletas, gosto dos trens. Aqui não tem muitos ciclistas se aventurando entre os carros, que são muitos, então acho que vou seguir o exemplo das pessoas e guardar o baita desejo de pedalar para quando voltar pra casa, seja ela onde for depois. Por enquanto, visito umas amigas nas cidades próximas, ando em uns trens e faço alguma coisa responsável, de vez em quando.

Bem, por ora é só. Alguém aí também acha interessantes essas cidades moderninhas assim (mesmo não sendo recomendado pelo taxista sair à noite, porque é perigoso)?

Até mais.

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